Archive for the 'Pedro Valente' Category

set 03 2008

A Fantástica história da mala de cocô

Teco TecoEu tenho um cliente que tem um Táxi Aéreo. Outro dia, fui com ele em um verdadeiro paraíso: Boipeba. Se você ainda não conhece, trate de conhecer. Principalmente se você tem namorada (o), esposa (o), amante, amiga(o)-colorida(o). É simplesmente fantástico. Mais eficiente que amendoim, catuaba, caldo de sururu, ostra ou viagra (suponho eu).

O fato é que sobrevoar com um teco-teco a Baía de Todos os Santos deu o maior cagaço. E o espaço interno de um teco-teco é igual ao de um Celta: você vai no banco de trás vendo tudo o que o piloto tá fazendo, tá olhando ou falando. Tem até que encolher a perna pra não incomodar as costas do comandante.

Logo após a aterrissagem, já caminhando descalço pela praia, puxei assunto com o piloto e fiz mil perguntas-padrão, como por exemplo, o que acontece quando o (único) motor pára de funcionar. Plana? E, justamente por conta do meu cagaço e da óbvia ausência de um banheiro a bordo, arrisquei:

- Diz uma coisa, você nunca teve uma dor de barriga em pleno vôo?

Ele respondeu:

- Já sim.

Era o prenúncio da fantástica história da mala de cocô. Eu estava ávido pra saber o que houve, já que prontamente imaginei não ser possível pousar um avião instantaneamente por conta de uma diarréia – muito menos possível seria segurar a dita cuja. Ele continuou:

- Era época de eleição e fomos contratados para buscar uns políticos em Jequié (cidade do interior baiano). Estávamos eu e um co-piloto, colega de tempos, voando em direção à cidade. Senti uma pontada na barriga e percebi que uma catástrofe estava prestes a acontecer a 8.000 pés de altitude. Tive que pensar rápido e com praticidade. Afinal, não poderia encontrar com os clientes de calça suja. Expliquei ao meu colega a situação, pedi a ele que assumisse o manche e pulei para o banco de trás em busca de algum recipiente que me salvasse. Só havia a minha mochila e a maleta – aquelas de rodinha – do co-piloto. Minha mochila não dava um bom penico, seu formato mudava conforme os movimentos bruscos que faz um monomotor. Supliquei ao meu amigo por sua maleta, prometi que comprava outra pra ele e, comovido com a situação, ele concordou. Rapidamente, retirei todas as suas roupas e pertences de dentro da maleta e soquei tudo em minha mochila. Me agachei em cima da maleta e fiz o que tinha que fazer. Aliviado, fechei o zíper da mala, vesti a calça e voltei pro comando.

Ouvindo a história, eu pensava: e se não tivesse co-piloto? Em vôos de monomotor normalmente não tem. Deve ser por isso que esses aviõezinhos caem tanto. Ou então, deve ser por isso que existem co-piloto e maleta de co-piloto.

Bom, ele continuou:

- Eu tinha um problema do qual precisava me livrar. Fomos nos aproximando do aeródromo da cidade e era possível ver outros aviões na lateral da pista e um grande movimento de políticos e assessores. Utilizei a pista toda e, quando já estava afastado de toda aquela gente, abri a porta do avião e joguei a mala de cocô no mato, bem na cabeceira da pista. Problema resolvido. Desembarcamos e fomos ao encontro de todos. Enquanto um dos assessores identificava-se como sendo do gabinete do nosso contratante, um garoto apareceu correndo pela pista com a maleta na mão gritando “moço, moço! A mala caiu do avião!”. Agradeci o garoto querendo matá-lo e eis que a mala de cocô voltou às minhas mãos. O assessor então explicou que iríamos para o hotel almoçar com a comitiva e, imediatamente, pegou minha maleta e colocou na mala do carro. Entraram 2 deputados, eu e o co-piloto que também não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Quando chegamos no hotel, o assessor e os deputados saíram do carro olhando para as solas dos sapatos, buscando entender de onde vinha aquele cheiro. Junto com a comitiva, entramos eu e a mala de cocô no lobby do hotel. Enquanto estavam todos distraídos, eu examinava desesperadamente o local, buscando um lugar para dar fim definitivo à maleta. Em um canto, no início do corredor, vi um lixo de boca larga. Fui puxando a bagagem, usando as rodinhas e torcendo para que o seu conteúdo não vazasse. Peguei a maleta na mão e soquei com vontade pra dentro do lixo. Quando ela já estava quase desaparecendo diante de meus empurrões, aparece um faxineiro do hotel. “O senhor não quer mais essa mala não? Eu quero…”. Dei as costas e apressei o passo.

Depois de muitas risadas de quem ouviu a história do piloto, fomos almoçar. Apesar da fome, quase não comi aquela bela moqueca de camarão. Lembrei que ainda iríamos voar de volta para Salvador logo em seguida. E o pior: não havia maleta alguma dentro do avião. Quem arriscaria uma dor de barriga?

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ago 25 2008

Lanchinha de Carreira

Nada mais frugal do que pegar uma lanchinha da carreira,
atravessar a Baía de Todos os Santos e ir pra Mar Grande. Principalmente no verão, quando a fila deste transporte costuma percorrer meia cidade baixa. Mas a ilha é um paraíso e, como dizem, pra conhecer o paraíso, é preciso passar pelo purgatório.

Pra começar, uma curiosidade: ninguém sabe porque se chama “lanchinha”, muito menos “da carreira”. Afinal, trata-se de um barco grande de madeira do qual, sem muito esforço, seria possível ultrapassá-lo a nado.

Quando as pessoas falam que vai gato, cachorro e periquito, não é metáfora. A aventura começa quando o “staff” abre o estreito portão de acesso ao píer de embarque. A sensação que se tem é que estavam todos presos em uma casa pegando fogo há pelo menos 2 horas e uma porta se abre. As pessoas correm desesperadas, gritos de sai da frente, empurrões, carrinho-de-mão derrubando manga pelo chão, gente escorregando, mãe puxando menino pelo braço.
Esse é o estágio 1.

Ultrapassado o portãozinho, começa o estágio 2. Apesar do espaço aumentar logo no início do píer, não há tempo para comemorar: uma ponte ainda mais estreita aguarda os passageiros. O corre-corre tem fundamento: a capacidade da lanchinha deve ser algo em torno de 120 pessoas. Embarcam umas
300.

Existe uma forma alternativa de ultrapassar este estágio e galgar preciosas posições – artifício normalmente utilizado pelos nativos da ilha.

Como se fosse um lançamento de disco olímpico, eles arremessam sua bagagem para além-ponte. Para esta manobra é necessário destreza, já que o espaço do outro lado é pequeno e você corre dois riscos: atingir algum passageiro ou ver seus pertences afundarem no mar.
Este plano B é perigoso porque, depois de “despachar” sua bagagem, é hora de você sair pulando pelos barcos atracados até chegar à sua embarcação. Sem o impulso suficiente seu destino é a água.

Estágio 3. Ok, você chegou diante de sua preciosa lanchinha.

É hora de disputar o tão sonhado embarque com o menino do “menduins”, o menino da paçoca, o menino da gelada, o menino do nêgo bom, o menino da mineral, o menino do “halles” e o maldito cara do carrinho-de-mão das mangas.
Agora, é conquistar na cotovelada os seus 10 cm de banco. Se você for bom no chega pra lá, tente disputar os bancos na sombra. Caso não se garanta, contente-se em pegar um bronze.

Ótimo, a lancha vai partir. O marinheiro vai soltando as amarrações, mas, sem esboçar surpresa, assiste mais uns 3 passageiros correndo pelo píer e se atirando para dentro do barco. A viagem enfim começa.

Nas primeiras marolas do mar calmo da baía, a lanchinha se comporta como um João-bobo, balança de um lado pro outro, provavelmente desestabilizada pelo excesso de peso. Mais pro meio da baía, as marolas viram pequenas ondas. O suficiente para o show de engulhos começar. Se pra dançar créu tem que ter habilidade, imagine pra desviar de vômitos vindos de todos os lados em um barco
que você mal consegue se mexer. E como sensibilidade não é o forte de vendedores ambulantes, os caras saem gritando entre o povo passando mal: “olha o menduins torrado!”.

Vencidos os inacabáveis 15 km que separam Salvador da ilha, aproximando-se da ponte de desembarque, outra cena inusitada dá início ao 4º e último estágio: quem estava passando mal se recupera automaticamente e um novo estouro de boiada acontece pra sair da lancha. Depois, é simples. Basta driblar os meninos que pedem pra carregar sua sacola por uns trocados, entrar numa “kombis” com mais de 15 pessoas dentro e aproveitar um verdadeiro pedaço de céu na terra.

Ah, eu amo a ilha de Itaparica.

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ago 21 2008

Ribeira do Pombal X ginastas brasileiras

Pior de tudo… lembrei que eu também já fui protagonista de um fora Top Ten. Aliás, tenho dado foras com tanta freqüência que eu devia andar com uma pá pra facilitar cavar um buraco e me enterrar. Outro dia, andando na praia de Mar Grande, encontrei um vizinho, um cara mais velho, que só vejo de verão em verão. Vínhamos andando, um em direção ao outro. Quando nos aproximamos, falei com entusiasmo:

- Armando! Tudo bem?

Ele respondeu:

- Tudo ótimo. Mas meu nome é Tom Zé.

É, Armando e Tom Zé não são lá nomes muito parecidos. Bom, enquanto via meu vizinho indo embora pela areia, ainda recebi um olhar de Lelê, minha namorada, que eu traduzi como: “de novo?”.

Mas na verdade não era esse fora que eu ia contar, pois esse é um fora comum, padrão. Como dizem que problema e mulher só prestam grandes, o que eu vou contar é uma série de foras.

O fato é que eu estava na casa de um grande amigo meu, Limão. Ele e Mimi, sua noiva, haviam chamado eu e Lelê pra tomar um vinho. Chegamos lá e fomos apresentados à irmã de Mimi, o namorado dela e uma prima das duas. No início, eu estava meio monossilábico, afinal não tinha intimidade com o pessoal. Depois da terceira taça eu fiquei tagarela e cheio de razão. Então aconteceu o primeiro fora da série. Na verdade, uma trilogia.

Comecei contando um caso. Todo mundo riu e alguém perguntou:

- Onde foi que isso aconteceu?

Eu disse:

- Ah, num interior bem brabo aí, no meio do nada, Ribeira do Pombal…

O cunhado de Mimi:

- Eu sou de lá.

A Bahia tem 417 cidades e eu acertei justamente a do cara. Dei duas gaguejadas e, pra rebater o embaraço, habilmente mudei de assunto. Olimpíadas chegando e eu soltei:

- Vocês já repararam como as ginastas brasileiras não têm o mínimo controle emocional? E digo mais, também não sabem aterrissar. Podem reparar: quando não caem de bunda, dão dez passos pra frente ou cinco pra trás, catam ficha e ainda têm a cara-de-pau de levantar os dois braços pra cima como se nada de errado tivesse acontecido.

Percebi que todos concordavam com uma cara meio sem graça. Até que a prima de Mimi, demonstrando bastante controle emocional, respondeu:

- Eu sou ginasta. Sou da equipe pernambucana de ginástica olímpica.

Foi meu último comentário da noite.

No dia seguinte, liguei pra Mimi agradecendo a hospitalidade de sempre e, querendo ser simpático com o cunhado de Ribeira do Pombal, falei:

- Manda um abraço pra Marcos.

Ela respondeu meio sem jeito:

- Ah, claro, mando sim, pode deixar…

Passado algum tempo, descobri que o nome do cara não era Marcos. Era Gustavo. Por uma trágica coincidência, Marcos era o nome do ex-namorado da irmã, um rival e provável desafeto do sertanejo Gustavo.

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ago 19 2008

Destaque

Como havia dito antes, o Brogui.Blogs finalmente voltou a ativa!

E, como não poderia deixar de ser, logo de cara, um dos posts do Me Tire Deste Ócio!!! já foi escolhido para estar entre os destaques da semana no portal do Brogui.

Claro, que não podíamos deixar de agradecer à você!

Então, aqui estamos nós, com o novo Me Tire Deste Ócio!!!. Ok, ok.. Talvez o mesmo bom e não-tão-velho-assim Blog que vocês curtem mas com novidades que virão aparecendo pouco-a-pouco, começando com a chegada do Pedro Valente, no staff de Ociosos de Plantão.

Então, cambada!
Obrigado por nos acompanhar sempre!

Continuem assim e contem aos seus amigos!
Estaremos esperando…

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ago 17 2008

Atropela que é feia

Tem um amigo meu que é uma figura. Aliás, abrindo um parênteses, Deus gosta de mim, pois só me deu amigos figuras. Pelos nomes já dá pra ter uma noção: Donono (não é italiano, é que o sujeito mora no 9º andar), Bob, Cara-de-Mau, Chokito, Lívia Graúda, Paulinha mão-de-Playmobil e por aí vai… mas vou voltar a meu amigo protagonista deste post. O nome dele é Campelo. Alguém um pouco mais chegado a trocadilhos e que talvez já tenha vislumbrado suas vergonhas, o apelidou de “com pêlo”.


Publiciotário como eu, um excelente diretor de arte, talvez um dos 600 melhores de Salvador. O fato é que um dia, numa roda de amigos, conversando sobre os maiores foras de que a gente já tinha ouvido falar, eis que ele nos conta o que, na minha opinião, é o melhor. E mais: assim como neste post, ele era o personagem principal. Eu vou contar pra vocês, mas não contem a ele que fui eu que contei.


Ele tinha acabado de mudar de agência. Os novos colegas de trabalho, dando as boas-vindas, o chamaram para almoçar. Entraram 4 criativos no carro. Nosso amigo foi no carona, ao lado do motorista. Movido pela alegria da situação e perturbado por natureza, Campelo ia gritando coisas pela janela do carro. Como, por exemplo, ao passar por um ponto de ônibus cheio de trabalhadores, expressava-se:


- Olha o ooooooooooovo!


E que ninguém o julgue. Quem nunca fez ou teve vontade de fazer isso? (de gritar, não de jogar o ovo).

E assim foram. A cada oportunidade, uma nova manifestação de Campelo e novas gargalhadas dos passageiros. De repente, há uns 50 metros, uma mulher não muito favorecida fisicamente atravessa a faixa de pedestres. Sem pensar duas vezes, o efusivo rapaz colocou meio corpo pra fora do carro e soltou um grito alucinante:


- Atropela que é feeeeeeeeeeeeeeeeiaaaaaaaaaaaaaaaa!


O grito parecia não acabar mais, foi sem dúvida o mais empolgado do dia. E, para sua surpresa, o carro foi reduzindo a velocidade, reduzindo, reduzindo, reduzindo… até que o carro parou ao lado da mulher, ele ainda com metade do corpo para fora da janela. Sério, sem olhar para Campelo, disse o motorista:


- Você pode passar para o banco de trás para minha namorada entrar?


E seguiram os cinco. O som da alegria substituído por um silêncio fúnebre. No máximo, alguns risos quase mudos vindos dos dois amigos ao lado de Campelo.

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ago 08 2008

Perdendo a virgindade bloguística…

Meu amigo Roberto… aliás, Robertinho – tenho intimidade -, me convidou para uma “participação especial” no blog dele. Fiquei honrado, afinal, vou ter meus 15 minutos de fama num blog líder de audiência. Mas aí eu perguntei a ele qual era o tema. Perguntei meio sem jeito, porque não entendo nada de blog – a propósito, como vocês chamam isso que eu estou escrevendo? Post?

Robertinho:

- O tema é livre. Você é redator publicitário, se vire.

Aí eu pensei comigo… ok Pedro, quantas vezes você já recebeu um pedido de criação de um anúncio sem informação nenhuma que lhe ajudasse e teve que improvisar? Outro dia mesmo, uma amiga virou pra mim e pediu: crie pra mim uma frase pra eu ganhar um notebook. Tive que lembrar a ela que eu sou redator, não repentista. Além do mais, se fosse criar uma frase pra ganhar alguma coisa, seria pra EU ganhar, né não? Mas isso eu não falei não, afinal sou um cara bacana.

Tudo bem, então vamos lá. Sobre o que os blogueiros costumam escrever? Fatos do dia-a-dia, notícias, escândalos políticos, futebol, sexo… sexo é bom! Mas aí eu lembrei que essa semana uma blogueira que escreve sobre o assunto foi entrevistada em Jô. Por escrever sobre sexo, ganhou vibradores para test-drive. Portanto, prefiro não arriscar.

Futebol também seria um assunto interessante. Mas acabei de lembrar outra coisa: sou torcedor do Bahia. E como diz o povo lá da ilha, “é miócalá”.

Escândalos políticos? Definitivamente, não… sou PT de carteirinha. E falando em escândalos, que fique registrado: Daniel Valente Dantas não é meu primo! É bom deixar isso claro porque hoje a PF anda rastreando tudo. Vai que esse blog tá grampeado? Eu que não quero entrar em um camburão segurando um livro nas mãos.

Xi, pessoal… acabou de chegar um pedido de anúncio aqui pra mim. E adivinhem: não tem informação quase nenhuma. Tema livre de novo. Vou ter que parar por aqui.

Ei, pensando bem, até que não seria má idéia ser primo de Daniel Dantas.

Robertinho, foi um prazer! Abraço a todos.

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ago 08 2008

Boas novas

Há pouco mais de uma semana atrás, durante a pane que o Me Tire Deste Ócio está enfrentando enfrentou fui cumpri uma promessa que fiz à uma prima que está estudando publicidade na paulicéia desvairada. Abusar dos meus contatos e levá-la para visitar uma agência de propaganda de verdade.

Não pensei duas vezes e já no dia seguinte - já era tarde da noite quando fiz a tal promessa - peguei o telefone para ligar para um pequeno grande amigo meu quando percebi que o número dele havia se afogado junto com o meu celular - longa história…. Mas, como sempre aprendi que promessa é dívida, fiquei de plantão no msn esperando a janelinha dele dar sinal de vida.
Por sorte não demorou muito e, como sempre, mesmo no sufoco do dia-a-dia de trabalho, Peu me atendeu na maior simpatia. Expliquei a situação para ele e recebi um automático “Sim, moreno. Será um enorme prazer”.

E lá fui eu, em plena quinta feira, na primeira semana - se não me engano - de propaganda eleitoral, visitar uma agência a pleno vapor. Já na porta de entrada, pude perceber que ali havia algo diferente. Era a marca da agência em tamanho extra-jegue, plotada na mesma. Na saleta de espera, blocos em madeira mostram as logomarcas de parte dos clientes - Peu me confessou que precisa atualizar aquilo ali… Hoje em dia tem muitos outros.. - formando um quadro.

Mesmo na loucura que é o dia-a-dia de uma agência de publicidade, Peu nos convidou à sua sala e pacientemente respondeu à todas as nossas perguntas, nos mostrou o seu portfólio, contou a história da agência, matamos saudades, procuramos saber de amigos em comum e neste vai e vem - pegou meio mal este lance de vai-e-vem, não foi? - o tempo foi passando e quando percebemos já estávamos lá a quase três horas.

Quando mais novo, meu sonho era ser publicitário. Prestei vestibular e comecei na 3ª turma de publicidade e propaganda da Bahia…
mas o mundo dá voltas e acabei abandonando este sonho para ir atrás de outro.

Bom, acontece que ontem o Pedro me fez uma pergunta um tanto estranha:

“Moreno, eu quero criar um Blog. Você acha que devo escrever sobre o que?
Me dê um tema, por favor”

-Tome vergonha, na cara, eu disse. Você é publicitário! Escreva sobre o que você quiser!
Aliás, vamos fazer o seguinte: Porque você não escreve no Me Tire Deste Ócio!!!?

Pois é?
O maluco topou!
Por isso, cambada, depois de um bom tempo, o seu Blog predileto (Sim, somo nós. A modéstia que se exploda!) temos mais um parceiro.
Dêem as boas vindas ao meu querido amigo, Pedro - Peu - Valente!

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