jul 09 2008
Sorria, você está sendo seguido
Em 1949 o escritor bengalês Eric Arthur Blair, sob o pseudômino de George Orwell, lançava um dos maiores clássicos da ficção científica: 1984
No livro, Orwell atacava vielmente o comunismo contando a estória de um mundo em que tudo e todos eram observados o tempo todo pelo “Grande Irmão“.
Por “increça que parível”, ao menos no trânsito, não estamos assim tão longe desta realidade.
Aqui em Salvador, por exemplo, de acordo com o jornal a tarde, já são 113 radares fixos e estáticos além de 53 fotosensores. Como não bastasse, em dezembro serão instalados outras 23 câmeras!
Pessoalmente não vejo nada de errado em se punir o mau motorista. Em uma época em que o assunto de 11 em cada 10 conversas é a nova Lei Seca, os chamados pardais ficam meio que relagados à um canto escuro no subconsciênte. Ao contrário da chamada Lei Seca que tenta iludir o cidadão “permitindo-lhe” o consumo de um copo de cerveja. Ora! Venhamos e convenhamos; dentre os leitores que, assim como este que vos escreve, adoram apreciar o mais delicioso derivado da cevada, quem aqui bebe somente 1 (um!!!) copo de cerveja?
Afinal, ou se bebe ou não se bebe.
Não me entendam mal. Não estou dizendo que devemos todos nos embriagar em uma orgia baquiana. Morei um bom tempo em um país onde, apesar da lei não ser tão rígida como agora é aqui no Brasil, o “motorista da vez” é algo perfeitamente normal e aceitável. O slogan da campanha lá já diz: “Se beber, não dirija. Para isso existem os amigos”
Creio que muito além de uma lei que proíba o cidadão de beber, o melhor a fazer é criar uma campanha decente para que a turma tenha sempre o seu “motorista da vez”.
Bom, voltando ao assunto, quem for ou estiver dirigindo por Salvador, pode clicar aqui para ter uma lista completa de todos os dedos duros felasdumassenhorasdevidadifício radares, fotosensores, pardais, ou seja lá como queiram chamá-los.
Pelo jeito a melhor solução para enfrentar a tal lei é fechar o bico, tirar na sorte entre os amigos e decidir quem não vai beber ou anotar o telefone de um taxista amigo….
Mas vejam pelo lado bom… agora fica mais fácil mandar ver naquela desculpa: “Esta festa até que está legal, mas como não podemos mais dirigir depois de beber, que tal ir lá em casa tomar algo?…”







