Archive for junho 10th, 2008

jun 10 2008

Ai meu saquinho…

O post abaixo recebi por e-mail de uma leitora que me pediu anonimato. Sem querer querendo passa a ser uma não-resposta à um post que publiquei em agosto do ano passado contando a versão feminina deste martírio…
Como estamos as vésperas do Dia dos Namorados, aqui vai uma dica para vocês garotas: Este é o tipo de coisa que NÃO se pede ao namorado… A não ser que queiram comemorar o dia na mão….

Antes que eu me esqueça, deixei o texto recebido na íntegra, o que significa que ele possui palavreado de baixo calão. Sendo assim, e assim sendo, caso façam parte do tipo de comportamento descrito aqui, não leiam!

Depilação (versão masculina)


Estava eu assistindo televisão numa tarde de domingo,
naquele horário em que não se pode inventar nada o
que fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando
minha esposa deitou ao meu lado e ficou brincando
com minhas “partes”.
Após alguns minutos ela veio com a seguinte idéia:
- Por que não depilamos seus ovinhos, assim eu

poderia fazer “outras coisas” com eles! ! ! !
Aquela frase foi igual um sino na minha cabeça.

Por alguns segundos fiquei imaginando o que seriam
“outras coisas”.
Respondi que não, que doeria…coisa e tal, mas ela

veio com argumentos sobre as novas técnicas de
depilação e eu não tive mais como negar.
Concordei.
Ela me pediu que ficasse pelado enquanto buscaria
o s equipamentos necessários para tal feito.


Fiquei olhando para TV, porém minha mente estava


vagando pelas novas sensações que só acordei
quando escutei o beep do microondas.
Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma

espátula e alguns pedaços de plástico.
Achei meio estranho aqueles equipamentos, mas
ela estava com um ar de “dona da situação” que

deixaria qualquer médico urologista sentindo-se
como residente.
Fiquei tranqüilo e autorizei o restante do processo.
Pediu para que eu ficasse numa posição de “quase-

frango-assado” e liberasse o aceso à zona do agrião.
Pegou
meus ovinhos como quem pega duas bolinhas
de porcelana e começou a passar cera morna.
Achei aquela sensação maravilhosa!!
O Sr. Pinto já estava todo “pimpão” como quem diz:

“sou o próximo da fila”!!!
Pelo início, fiquei imaginando quais seriam as “outras

coisas” que viriam.
Após estarem completamente besuntados de cera,

ela embrulhou ambos no plástico com tanto cuidado
que eu achei que iria levá-los para viagem.
Fiquei imaginando onde ela teria aprendido essa técnica

de prazer: na Tailândia, na China ou pela Internet mesmo.
Porém, alguns segundos depois ela esticou o

saquinho para um lado e deu um puxão repentino.
Todas as novas sensações foram trocadas por um

sonoro PUTA QUE O PARIU quase falado letra por letra.

Olhei para o plástico para ver se o couro do meu
saco não tinha ficado grudado na cera. Ela disse
que ainda restaram alguns pelinhos e que precisava
passar de novo.
Respondi prontamente (quase gritando):
“Nuuunnncaaa!!!… Se depender de mim eles vão
ficar aí para a eternidade!!!”
Segurei o Dr. Esquerdo e o Dr. Direito em minhas

respectivas mãos, como quem segura os últimos
ovos da mais bela ave amazônica em extinção, e
fui para o banheiro.
Sentia o coração bater nos ovos.
Abri o chuveiro e foi a primeira vez que eu molhei
o saco antes de molhar a cabeça.
Passei alguns minutos só deixando a água escorrer
pelo meu corpo.
Saí do banho, mas nesses momentos de dor qualquer

homem vira um bebezinho novo: faz merda atrás
de merda.
Peguei meu gel pós barba com camomila “que
acalma a pele”, enchi as mãos e passei nos ovos.
Foi como se tivesse passado molho de pimenta.
Sentei na privada, peguei a toalha de rosto e fiquei
abanando os ovos como quem abana um boxeador
no 10° round.
Olhei para meu pinto. Ele era tão alegrinho minutos
atrás, estava tão pequeno que mais parecia que eu
tinha saído de uma piscina 5 graus abaixo de zero.
Nesse momento minha esposa bate na porta do
banheiro e perguntou o que estava acontecendo.
Aquela voz antes aveludada ficou igual um carrasco

mandando eu entregar o presidente d a revolução.


Saí do banheiro e voltei para o quarto. Ela estava
argumentado que os pelos tinham saído pelas raízes,
que demorariam voltar a nascer. “Pela espessura da
pele do meu saco, meus netos irão nascer sem pelos
nos ovos”, respondi.
Ela pediu para olhar como estavam. Eu falei para

olhar com um metro de distância e sem tocar em nada!!
Vesti a camiseta e fui dormir (somente de camiseta).

Naquele momento sexo, para mim, seria somente
para perpetuar a espécie humana.
No outro dia pela manhã fui me arrumar para ir trabalhar.

Os ovos estavam mais calmos, porém mais vermelhos
que tomates maduros.
Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca
antes visitados.
Tentei colocar a cueca, mas nada feito.
Procurei alguma cueca de veludo e nada.
Vesti a calça mais folgada que achei no armário e

fui trabalhar sem cueca mesmo.
Entrei na minha seção andando igual um cowboy cagado.

Falei bom dia para todos, mas sem olhar nos olhos.
E passei o dia inteiro trabalhando em pé com receio de
encostar os tomates maduros em qualquer superfície.

Conclusão:

Certas coisas devem ser feitas somente para mulheres.
Não adianta tentar misturar os universos masculino
e feminino, geralmente termina em profusão de conflitos….

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